
Por: Rô Moreira
Atualmente estamos evidenciando um termo muito comum e complexo no meio cristão, chamado de (hipocrisia humanitária), que trás em seu bojo, boas obras, amor, zelo pelos necessitados, onde se abraçam todos, amam a todos de qualquer maneira, onde se fala de paz, amor e bondade, mas acolhem pecados esquecendo das verdades Bíblicas. Onde os seus objetivos é trazer o maior número de pessoas e mostrar que seus ministérios são abençoados, pois quantidade hoje é sinônimo de estar dando certo e que Deus se faz presente.
Mas isso não é novidade alguma, vem de longas datas. O apóstolo Paulo sentiu na pele quando precisou combater os falsos profetas, e disse: “E com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples” (Rm 16:18). Como podemos ver, é muito difícil combater os falsos profetas. Combater quem oferece um amor sem justiça, usando de palavras que agrada a todos, como é difícil combater os que se mostram simpático o tempo todo para conquistar a grande massa, mesmo que para isso tenha que distorcer a verdade, dando legalidade ao pecado, enganando assim os simples e os incautos. Isso tem invadido todas as esferas das igrejas, daí, presenciamos seminários cheios de pastores liberais lecionando, igreja de todos os tipos e gostos, antigos ícones da pregação evangélica invadindo a internet com heresias, mas quando deparam com o contraditório e suas argumentações bem fundamentadas, desqualificam a Bíblia, dizendo que ela só contém, mas não é a palavra de Deus. Como é difícil para os que amam a verdade, combater toda essa “falsa piedade” travestida de evangelho. Os que amam a sã doutrina não fazem o politicamente correto, os que amam a verdade (Biblia) são tidos como fundamentalistas, bibliólatras que amam mais o papel do que o ser humano. Como isso tem cansado os soldados de Cristo.
Lutero contou, que certa vez estava muito deprimido e sob enorme peso de todas as pressões sofridas por causa da Reforma e das perseguições, que sempre colocavam a sua vida sob constantes riscos. A preocupação com a sua família e com a igreja eram evidentes, a ponto de que todos os argumentos de Katharina, sua esposa, não estavam surtindo nenhum efeito sobre ele naquele estado. Ao perceber a grave situação de momento, Kate, se vestiu completamente de preto e Lutero ao vê-la vestida assim, perguntou: “Você vai a algum funeral?”; “Não”, respondeu Katharina, e continuou: “mas uma vez que você resolveu agir como se Deus estivesse morto, eu queria acompanhá-lo no seu luto”. Lutero disse que ao receber o impacto dessas sábias palavras e atitude de Kate, compreendeu a mensagem. Afirmou com bastante propriedade, acrescentando ser inclusive para sua grande vergonha, levantando-se em seguida e completamente recuperado!
Hoje muitos tem se sentido assim e buscam lutar em defesa da fé cristã, mas veem abafadas as suas vozes. Estão desprotegidos, não podem confiar nos grandes pastores conferencistas que só pensam em arrecadar com suas pregações cheias de sofisma e mentiras escandalosas para enganar os simples, enquanto pastores sérios veem os seus ministérios prejudicados pela desconfiança do povo, que um dia foi iludido por um desses lobos. Os auxiliares desses homens são chamados de pastores e são repreendidos a todo o momento na TV, desqualificando uma função tão nobre e respeitada em outros tempos. O cansaço de Lutero se justifica, o bom combate de Paulo também. A pressão vem de todos os lados, seja de fora ou de dentro.
Assim como Lutero, quantos de nós não estamos cansados de defender a sã doutrina? Quantos de nós não estamos cansados de ver pessoas cegas defendendo seus gurus cheios de métodos feitos por eles mesmos, em depreciação da palavra de Deus? Ovelhas fãs, cheias de razões defendendo seus ídolos e seus deuses permitindo que falem mal da palavra de Deus, que falem mal de Jesus, desde que não toque em suas vacas sagradas. Quantos de nós nos sentimos sozinhos em meio a tantas heresias, a tanta adoração ao homem? Tenho certeza que muitos já pensaram em desistir, de ir de encontro à multidão, mas não se esqueçam de que foi a multidão quem crucificou Jesus. Hoje eu fico estarrecida em saber que já existem crentes não praticantes, coisas que em outras épocas era exclusividade dos católicos. Mas aí, me lembro do que Paulo já nos advertia quando disse: “Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos” (2ª Tm 4:3-4).
Portanto não nos cansemos de combater esse politicamente correto, esse "eu"vangelho que agradam a todos, menos a Deus.
Sigamos salgando!
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