“Não
vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. Tornai-vos à
sobriedade, como é justo, e não pequeis; porque alguns ainda não têm
conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa.” (1 Co 15,33-34)
Paulo inspirado
pelo Espírito Santo exorta a igreja de Corinto quanto as falácias que surgiam
dentro da própria igreja, por membros que sem cautela diziam coisas
irreflexivas e davam exemplo de vida
insubordinadas, levando uma influência negativa aos que os ouviam. Com isso Paulo profere no final do texto
citado que para própria vergonha da igreja de Corinto alguns não tinham
conhecimento de Deus, caso tivessem não cairiam nesses erros.
Podemos
extrair deste precioso texto muitas lições para nosso dia-a-dia, gostaria de
citar alguns, e discorrerei sobre cada um citado.
1-
Conversas
tolas empobrecem a alma;
2-
A
ebriedade suscita o pecado, e
3-
A
falta de conhecimento de Deus é vergonhoso.
Começando
pela ordem descrita acima, discorrerei sobre o primeiro tópico respondendo a
uma pergunta feita ao próprio. Porque e como conversas tolas empobrecem a alma?
Conversas
tolas consistem em coisas que falamos sem propósito algum, apenas para quebrar
o silêncio entre as pessoas, dentro desses tipos de conversas surgem assuntos
pornográficos, fofocas, murmúrios, difamações, mentiras, exageros, chocarrices,
entre outras tantas. Quando se participa ativamente de conversas desse tipo ao
cabo delas sentimos nossa alma tão empobrecida, nos sentimos popularmente
falando: burros. Porque que conversas tolas empobrecem nossa alma? Porque se
trata de assuntos completamente irrelevantes que em nada nos edificam, apenas
nos levam a um abismo ainda mais profundo, e desperta nosso lado tolo e
inconsequente. A Bíblia nos alerta quanto a conversas tolas, e precisamos nos
atentar quanto a seriedade disso. Em Provérbios 18,21 lemos: “A
morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”.
Comemos o fruto que plantamos por nossa língua, enriquecimento quando
conversamos sabia e edificantemente e, empobrecemos quando conversamos tola e
insensatamente. Quando temos conhecimento
e não nos sujeitamos às conversações tolas os olhos do Senhor nos conservam, “Os
olhos do SENHOR conservam aquele que tem conhecimento, mas as palavras do iníquo
ele transtornará.” Pv 22,12. Finalizando conclusivamente a resposta
dessa primeira indagação. Somos empobrecidos por conversas tolas porque elas
são sem conteúdos, apenas externando o que está enchendo nosso pecaminoso
coração(Mt 12,34b), e elas nos empobrecem por que palavras negativas e
difamadoras ficam por mais tempo fixadas em nossa mente, fazendo com que nos
enfraquecemos quando delas lembramos ao decorrer do dia. Por conseguinte,
prefira conversas edificantes, que tenham palavras confortadoras e sábias, daí
terá somente coisas boas para lembrar, enriquecerá sua alma e terá os olhos do
Senhor te conservando.
O segundo ponto trata sobre a ebriedade. O que vem a ser uma pessoa ébria? Ébrio é uma forma mais elegante de se chamar um bêbado. Porque a ebriedade suscita o pecado? Vamos olhar primeiramente para os efeitos que o álcool causa em nosso organismo. “O álcool é absorvido principalmente no intestino delgado, e em menores quantidades no estômago e no cólon. A concentração do álcool que chega ao sangue depende de fatores como: quantidade de álcool consumida em um determinado tempo, massa corporal, e metabolismo de quem bebe, quantidade de comida no estômago. Quando o álcool já está no sangue, não há comida ou bebida que interfira em seus efeitos. Os efeitos do álcool dependem de fatores como: a quantidade de álcool ingerido em determinado período, uso anterior de álcool e a concentração de álcool no sangue. O uso do álcool causa desde uma sensação de calor até o coma e a morte dependendo da concentração que o álcool atinge no sangue. Os sintomas que se observam são:
-Doses até 99mg/dl: sensação de calor/rubor facial, prejuízo de julgamento, diminuição da inibição, coordenação reduzida e euforia;
- Doses entre 100 e 199mg/dl: aumento do prejuízo do julgamento, humor instável, diminuição da atenção, diminuição dos reflexos e incoordenação motora;
- Doses entre 200 e 299mg/dl: fala arrastada, visão dupla, prejuízo de memória e da capacidade de concentração, diminuição de resposta a estímulos, vômitos;
- Doses entre 300 e 399mg/dl: anestesia, lapsos de memória, sonolência;
- Doses maiores de 400mg/dl: insuficiência respiratória, coma, morte.
Um curto período (8 a 12 horas) após a ingestão de grande quantidade de álcool pode ocorrer a "ressaca", que caracteriza-se por: dor de cabeça, náusea, tremores e vômitos. Isso ocorre tanto devido ao efeito direto do álcool ou outros componentes da bebida. Ou pode ser resultado de uma reação de adaptação do organismo aos efeitos do álcool.”[1]
A Bíblia nos alerta quanto aos perigos da bebida. “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio. (Pv 20,1)” Mas você pode dizer que não é vencido pela bebida, por conseguinte, pode usa-la, mas somos exortados pela Bíblia da seguinte maneira: “Não estejas entre os bebedores de vinho, nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem. (Pv 23,20-21)” Só para ressaltar, Provérbios foi escrito por Salomão durante seu reinado em Israel entre os anos de 971 a 931 a.C.; e com muita eloquência nos exorta sobre os riscos iminentes da bebida alcoólica. Antes de concluir esta segunda questão, uma coisa tem que ficar absolutamente clara, Jesus Cristo quando realizou seu primeiro milagre como homem na terra, ele transformou água em vinho, mas é uma completa heresia deduzir por isso que ele bebeu deste vinho, a única referência que demos de Cristo e da bebida é quando os soldados que o pregaram na cruz, vendo-o sofrer dores embebedaram uma esponja com vinagre(vinho) e a levaram à boca de Cristo, e o Mestre ao notar do que se tratava, drasticamente recusou-a, nem na hora da morte tão sofrida ele a ingeriu, pois o costume regia que os crucificados bebiam vinho para suportarem sem tantos sofrimentos a dor, até morrerem. Deixando claro isso, parto para a resposta conclusiva da segunda pergunta. A ebriedade suscita o pecado porque quando adquirimos nem que seja um mínimo percentual de álcool no organismo, nossos sentidos ficam alterados, com isso nos entregamos mais deliberados a discussões, conversas tolas, perdemos o raciocínio lógico, e passamos a agir irracionalmente, como se não fôssemos seres pensantes – se dirigirmos após bêbados e batermos o carro inconscientemente resulta em suicídio, e a Bíblia condena o homem que tira sua própria vida. Apesar de não ter um versículo que enfaticamente proíba o uso da bebida alcoólica, a luz dos versículos apresentados acima e tantos outros nos aconselham a evitar a ebriedade. Seja consciente, evite a ebriedade suscitadora do pecado, além de suscitar o pecado, ainda traz malefícios para o corpo, como descrito na pesquisa citada acima. Decida por uma vida mais saudável, evite o pecado suscetível pela bebida.
Partimos agora para o ultimo tópico, porém o mais importante. A falta de conhecimento de Deus é vergonhoso. Quando perguntamos as pessoas pelas ruas, em sua maioria elas professam um credo em Deus, mas é tão triste ver que essa mesma maioria tem tão pouco conhecimento de Deus, sendo pegas de surpresa em assuntos relacionados a Deus que nem são de cunho teológico, mas apenas relacional. Pensando sensatamente, se afirmamos conhecer algo, obviamente devemos ter um conhecimento básico sobre aquilo, caso contrário seremos envergonhados quando alguém nos arguiu sobre tal assunto. Com Deus parece que as pessoas não dão a relevância necessária e devida. Professam conhecer a Deus, mas se perguntarem a muitas delas algo do tipo: O que devo fazer para ser salvo?; vemos um despreparo completo dessas pessoas pelas respostas que elas nos dão. Um bom e ideal conhecimento de Deus nos exige duas coisas: leitura da sua Palavra e um conhecimento regido pelo relacionamento íntimo com Ele.
O livro de Oséias nos alude sobre o perecimento de um povo – O Israel norte; que por falta de conhecimento relacional teve sobre si a justa ira de Deus, que ocasionou em seu desaparecimento. Para eles não faltava conhecimento intelectual, pois Israel era conhecido como o povo que detinha o conhecimento sobre Deus, mas apenas teórico, na prática eram bastante supérfluos, custou-lhes muito caro sua falta de apreço ao conhecimento íntimo de Deus. Oséias em seu livro inspirado pelo Espírito Santo nos deixa um recado muito significativo: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR.(Os 4,6 e 6,3)”. Não seja envergonhado por falta de conhecimento, se diz conhecer algo, realmente esforça-te a conhece-lo, para não ser envergonhado.
Não se deixe enganar, Deus nos exorta sobre tudo o que devemos evitar, tanto pela sua Palavra escrita, quanto pelo Espírito Santo que habita na vida daqueles que se entregaram a Ele.
[1] UNIFESP VIRTUAL. Reflexão sobre alcoolismo x Organismo. Disponível em: http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab99/alcool/alcoolorganismo.htm. Acesso em: 15 jun. 2012.
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